Na mídia
Em sua participação no podcast Vendendo Valor, o sócio Luis Eduardo Serra Netto comentou os impactos da inteligência artificial na advocacia e refletiu sobre uma questão cada vez mais presente no mercado jurídico: os advogados vão perder o emprego para a tecnologia?
Para Serra Netto, a transformação não começou agora, a profissão já passou por mudanças importantes com a chegada de ferramentas como a máquina de escrever, o computador e outros recursos que alteraram profundamente a rotina dos escritórios.
Ao tratar do tema, o sócio lembrou que atividades antes executadas por grandes estruturas de apoio foram sendo reduzidas ou reposicionadas ao longo do tempo. Como exemplo, mencionou a mudança no número de profissionais dedicados a funções administrativas, indicando que algumas atividades operacionais foram naturalmente absorvidas por novas formas de trabalho.
Segundo ele, a inteligência artificial pode, sim, impactar profissionais que estejam mal posicionados ou presos a tarefas que a tecnologia consegue substituir com mais facilidade. No entanto, isso não significa que a ferramenta seja capaz de ocupar o lugar da atuação jurídica estratégica, já que a inteligência artificial não resolve problemas sozinha. Ela depende da formulação correta da pergunta, da qualidade do comando e, principalmente, da análise crítica de quem interpreta a resposta. Se o profissional não souber direcionar o seu uso, o resultado pode ser impreciso, incompleto ou equivocado.
A reflexão reforça que o avanço tecnológico exige adaptação, mas não elimina a necessidade de conhecimento jurídico, experiência e capacidade de decisão. A diferença estará na forma como cada profissional utiliza a inteligência artificial para ampliar sua produtividade, sem abrir mão do raciocínio técnico e da responsabilidade na condução dos casos.
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